Inteligência de Mercado Aplicada à Indústria da Música #1



A união entre tecnologia, internet e música revirou de cabeça para baixo a indústria fonográfica no Brasil e no mundo.


E como isto afeta você, sua empresa e seu projeto musical?




As empresas modernas estão embasadas na informação e no conhecimento.


É uma necessidade de adaptar-se aos novos tempos - tempo de ascensão baseado no capital humano, no talento e na criatividade como ativos intangíveis no âmbito das empresas.


O termo “Inteligência Competitiva” refere-se ao processo de colher, analisar e aplicar essas informações estratégicas, ao entendimento da lógica do mercado–alvo, da percepção de cenários e da antecipação de tendências.


Dessa maneira, a Inteligência Competitiva ganha força e torna-se fundamental no contexto de constantes mudanças e desafios que regem a indústria da música.


A união entre tecnologia, internet e música revirou de cabeça para baixo a indústria fonográfica no Brasil e no mundo.


A música digital proporcionou um aumento no volume de receitas e mudou radicalmente os padrões de como a música hoje é acessada e consumida.


Diante de tantos desafios, é necessário que as empresas consigam se estruturar melhor e planejem suas ações a médio e longo prazo, sendo mais sustentáveis e profissionais, mais competitivas e preparadas para encontrarem formas de rentabilizar seus produtos em meio a grandes obstáculos, como a prática massiva de downloads e pirataria.


O mercado musical pré-internet


O mercado da música no Brasil, assim como em praticamente todo o mundo, apresentava uma estrutura de players clara e funcional, com os processos definidos para o desenvolvimento e lançamento de um produto. Cada player sabia seu papel na cadeia e o caminho a trilhar.


A produção musical tradicional era linear, composta por uma série de atividades interligadas que adicionavam valor ao produto. Desse modo, as atividades para a produção e comercialização de um produto musical dividiam-se em quatro etapas principais: criação, produção, divulgação e distribuição.


Estas etapas eram realizadas por diversos players na cadeia de produção, iniciando com o músico ou banda, ou seja, o gerador da arte musical, e suas variantes (autores, compositores, letristas, arranjadores, etc.); partindo para a gravadora ou selo, que então “formatava” a música para um padrão que entendia ser o mais apropriado comercialmente; distribuidoras, empresas que lidavam com o produto final e sua chegada às lojas; tais lojas de disco que faziam a parte da venda ao consumidor final, que é o último nível da cadeia.


O processo todo era permeado por outros players complementares e, ao mesmo tempo, essenciais para o sucesso das vendas: a mídia e as empresas de show business. E sobre esta estrutura pairavam os órgãos responsáveis pelo registro e controle dos direitos autorais e pelo recolhimento dos montantes financeiros relacionados aos mesmos.


Neste cenário pré-internet, o mercado musical sempre foi dominado por um grupo seleto de gravadora, as chamadas majors.


Em virtude desta concentração de poder sobre o setor, houve pouca inovação e o surgimento de quase um “padrão”, em termos de estilos musicais, o que perdurou por muito tempo.


Com o surgimento de novas formas de gravação digital, como a fita DAT e seu produto, o Compact Disc, nos anos 80 e 90, houve uma redução nos custos de produção.


Isto significou o enfraquecimento de uma das principais barreiras de entrada para este mercado, permitindo o surgimento de gravadoras independentes (indies) e a natural pluralização dos estilos musicais populares.


Isto condiz com uma última barreira derrubada: a distribuição, que até então era totalmente controlada pelas grandes gravadoras, que faziam suas vendas em lojas de departamento, lojas especializadas e por correio.


Ainda antes do advento da internet e todo o rol de possibilidades e mudanças que ela impetrou sobre esta realidade, o surgimento de alternativas para produção e distribuição de produtos musicais, por meio de gravadoras menores, iniciou um processo de pulverização do mercado e, consequentemente, do público.


Era ainda um embrião do que estaria por vir.



Hoje, ficamos por aqui.


Na próxima newsletter, lhe entregaremos mais um capítulo deste assunto. Esperamos que tenha gosta.

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